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Os Mods

No final dos anos 50 e inicio da década de 60, na Inglaterra, os jovens com origem da classe operária começaram a trabalhar em fábricas ou empresas onde havia uma concentração maior na demanda de empregos. Isso, como resposta do pós-guerra que seus pais sobreviveram. Muitos eram filhos de operários ou tinham uma conexão com os donos de fábricas de tecido. O destino do salário geralmente era na compra de vestimentas e no consumo de festas.
Como toda significativa subcultura, o grupo Mod também tem a ver com conflito de classes. Com sua raiz operária, mas com pretensões de inclusão, através das roupas caras, compradas com dificuldade ou com a vontade de estudar arte e design para se afastar do passado de suas famílias.
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Símbolo: O símbolo azul, vermelho e branco, que os mods pegaram emprestado da Força Aérea Real (RAF) representava uma homenagem aos mortos durante a Segunda Guerra.

Música: Jazz moderno, Rhythm and blues, Soul, Ska jamaicano, Bluebeat.

Transporte: Muitos usavam scooters, símbolo de estilo italiano como meio de transporte. As marcas eram Lambrettas ou Vespas e se popularizaram entre os jovens de classe media com empregos de baixa remuneração, além de serem mais baratas eram mais práticas para estacionar do que carros, e porque também o transporte público deixava de circular muito cedo. Outra vantagem é que os painéis não manchavam suas roupas com óleo ou poeira da estrada.
As scooters eram tratadas também como acessórios de moda, personalizavam pintando de forma que ficassem exclusivas com o próprio estilo do dono.

Visual: O visual mod é limpo e sofisticado com uma aparência suave. Com ternos justos, feitos sob medida, com lapelas estreitas, polos abotoadas até o pescoço (de preferência das marcas Sherman ou Fred Perry) gravatas finas, sapatos de boliche, mocassins, casacos militares, a fim de manter suas roupas limpas por conta das scotters. Penteados que imitam a aparência dos atores do movimento cinema Nouvelle Vague.

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Na época alguns meninos mods usavam sombra e lápis nos olhos, também batom. As meninas com vestimenta andrógina, com cortes de cabelo curtos, calças ou camisas masculinas, sapatos baixos, e pouca maquiagem. As saias tornaram-se mais curtas no início dos anos 60, com a influência da designer de moda Mary Quant. Twiggy, modelo esguia, exemplificava o estilo mod.

Festas: Os mods se reuniam em pubs, cafeterias e clubes à noite, como o Goldhawk, The Flamingo e The Marquee, em Londres, para ouvir músicas e dançar.

Junção de gêneros: A subcultura Mod foi importante na integração de gêneros acreditando que homens e mulheres podiam viver o mesmo estilo de vida. A mulher ingressava no trabalho que lhes dava uma renda e consequentemente as fazia mais independentes. Enquanto isso, o homem se preocupava com o que vestia por conta da estética do grupo que pertencia.

Mods x Rockers

Após a Segunda Guerra Mundial, os grupos de jovens continuavam a ser um problema para o bom convívio da sociedade. O movimento Mod ganhava forças e precisava estabelecer suas ideologias, que os levavam diretamente em confrontos com grupos de pensamentos diferentes, como os que vieram a se tornar seus inimigos, os Rockers.
Os Mods e Rockers entravam em conflitos por divergências nos estilos de vida. Enquanto os Mods achavam os Rockers grosseiros, machistas e antiquados, os Rockers consideravam os Mods delicados por gostarem de arte e moda, consequentemente, traidores da sua classe, porque queriam mudanças sociais.
Por conta de tudo isso, a rivalidade aumentou entre as duas tribos, quando se encontravam em lugares frequentados ou planejados intencionalmente se confrontavam violentamente. A briga mais relatada entre os dois grupos aconteceu no fim de semana da Páscoa em 1964, em Brighton, no litoral sul da Inglaterra.
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Tumultos, janelas quebradas, destruição de barracas de praia, cadeiras jogadas ao ar, sangramento… Tudo isso retratado na época gerou um estardalhaço, que até pouco tempo atrás (2004) muitos dos que vivenciaram o acontecimento disseram que a imprensa fez parecer muito pior do que o que realmente foi. Desvendando também que existia rivalidade até entre os do mesmo grupo separando por região Mods do Sul e Mods do Norte.

Lembrando que esses não foram os primeiros grupos e nem os últimos a marcar uma geração identificando, assim, os anseios da época sobre vários temas como status, arte, religião, politica, moral e filosofia. Ambas as tribos, inclusive, ultrapassaram décadas e a própria fronteira da Grã Bretanha. Mods e Rockers existem até hoje (com suas devidas adaptações, claro) e podem ser encontrados em diferentes lugares do mundo, até na cidade de São Paulo convivendo em harmonia.

Essa é a meta reunir as duas culturas: Mods e Rockers, os apaixonados por Lambretas, Scooters e Vespas com os Rockers do Café Racer Rio.


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